Magrelo Black?

A ascensão do Magrelo Black

Esse nome me ocorreu (Magrelo Black) enquanto escutava o álbum Bridges, do Gil ScottHeron & Brian Jackson – na quinta xícara de café sem açúcar e quarto cigarro do dia. Desde que me despedi do interior do paraná, quer dizer, de quando nem imaginava que de lá sairia antes dos dezoito, nutro a vontade de fazer um trabalho literário e musical diferentão, experimental, cheio das vicissitudes naturais dos adolescentes interioranos. Um trabalho ao estilo daqueles do Gil, de Abutre, com uma pegada crítica e essa coisa gangster-soco-inglês jovem e idealista que sonhamos quando a bota dos homens encarniçados ainda pisam em nossas cabeças no chão. O que quero dizer é que a nossa busca é eterna e sempre será elétrica. Somos buldogues endiabrados desafiando búfalos enormes, é nossa condição de não-domésticos, como tigres inspirados e famintos. Assim, quando bati as cinzas do meu cigarro na lata de cerveja entornada sabe-se lá quando, percebi que poderia unir meus ossos com o crescente desenvolvimento do black em minha cabeça, e então iniciar enfim um projeto a muito rascunhado em papéis de cadernos esquecidos em todos os lugares em que estacionei minha raquitize. Começo, portanto, a libertar os fantasmas inconscientes e redirecioná-los às páginas brancas onlines onde tanto tempo passamos fingindo, suando, brincando, interferindo e opinando sobre coisas que não fazemos ideia, como se soubéssemos de tudo.